Corveta "Rainha de Portugal"
Informação não tratada arquivisticamente.
Nível de descrição
Fundo
Código de referência
PT/BCM-AH/291
Tipo de título
Formal
Título
Corveta "Rainha de Portugal"
Datas de produção
1876
a
1900
Dimensão e suporte
U.I. (60 Livros); Folhas (8990);Papel; 1.80 metros lineares
Entidade detentora
Marinha Portuguesa
Produtor
Corveta "Rainha de Portugal"
História administrativa/biográfica/familiar
A corveta de madeira, propulsão mista (vela e vapor) e hélice, Rainha de Portugal, foi mandada construir pelo Governo Português nos estaleiros de Blackwall, em Inglaterra, no ano de 1875. Com um deslocamento de 1120 toneladas e armada com oito bocas-de-fogo, a sua construção inseriu-se no plano de modernização da Armada que visava dotar o país de navios capazes de assegurar a soberania nas províncias ultramarinas e a representação diplomática em águas estrangeiras.Classificada como um dos navios mais equilibrados da sua classe, a "Rainha de Portugal" iniciou a sua atividade operacional em finais da década de 1875, servindo como unidade fundamental na ligação entre a Metrópole e as colónias de África e do Oriente. Ao longo da sua vida útil, destacou-se pela participação em diversas comissões de serviço na Estação Naval de Angola e na Divisão Naval do Índico, tendo desempenhado um papel ativo na fiscalização das águas territoriais e no transporte de contingentes militares e autoridades civis.Em 1891, o navio teve uma presença notável em Moçambique, num período de particular tensão geopolítica decorrente do Ultimato Britânico, servindo como plataforma de afirmação da autoridade portuguesa na região. Além das missões militares, a corveta foi frequentemente utilizada em funções de instrução de guardas-marinhas e em tarefas de hidrografia e policiamento marítimo. A sua atividade cessou nos anos finais do século XIX, acompanhando o declínio das corvetas de madeira em favor dos novos cruzadores de aço, acabando por ser abatida ao efetivo da Marinha após décadas de serviço contínuo no mar.
História custodial e arquivística
O Decreto-lei n.º 42840, de 10 de Fevereiro de 1960, criou o Arquivo Geral da Marinha, que substituiu o antigo Arquivo da Marinha. Pelo artigo 3º do referido Decreto-lei, o Arquivo Geral da Marinha é constituído por um Arquivo Central, um Arquivo Histórico, uma Biblioteca e uma secretaria, dispondo de um conselho administrativo. O Decreto-Lei n.º 49/93, de 26/02, aprova a nova Lei Orgânica da Marinha (LOMAR) e altera a estrutura existente. O Decreto Regulamentar nº 35/94, de 01/09 define as competências e Organização dos Órgãos da Marinha de Natureza Cultural, passa o Arquivo Central da Marinha para a dependência orgânica da Biblioteca Central da Marinha, incluindo um Arquivo Central e um Arquivo Histórico) e a Declaração de Retificação nº 213/94, de 30/11 (Marinha) retifica o Dec. Reg. Nº 35/94, extinguindo o Arquivo Geral da Marinha.Por sua vez, A Lei Orgânica da Marinha publicada em 2009 (Decreto-lei 233/2009, de 14 de Setembro) coloca o Arquivo Central na dependência da Superintendência dos Serviços de Tecnologias da Informação, com a denominação de Centro de Documentação, Informação e Arquivo Central da Marinha, continuando o Arquivo Histórico na dependência da Biblioteca Central da Marinha. A documentação foi transferida para o Arquivo Geral da Marinha e incorporada, em 2007, no Arquivo Histórico.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Transferência do Arquivo Intermédio
Âmbito e conteúdo
- Diários Náutico- Copiador de Ordens do Comandante do Navio- Livro de Registo de Ordens ao Comandante - Ordens ao Navio - Registo do serviço diário (fundeado)- Copiador de Notas e Ofício expedidos e recebidos.- Correspondência Expedida e Recebida- Registos Clínicos- História e características do Navio
Assinaturas
Autografas
Ingressos adicionais
Fundo Fechado
Sistema de organização
Série temáticas e Ordem cronológica
Condições de acesso
Condicionado ao elevado estado de degradação da documentação.
Condições de reprodução
Constantes no Regulamento Interno da BCM- Arquivo Histórico (a documentação em elevado estado de degradação não pode ser digitalizada, sem antes ter sido alvo de intervenção e restauro).
Idioma e escrita
Português
Instrumentos de pesquisa
Índices
Unidades de descrição relacionadas
Documentação avulsa Índice 32 Corveta Mista Rainha de Portugal 1875-1901 Caixa 583/585Sala 6