"Arquivo Particular Comandante António Alemão de Cisneiros e Faria, 1879 - 1946"
Informação não tratada arquivisticamente.
Nível de descrição
Coleção
Código de referência
PT/BCM-AH/APCAACF
Tipo de título
Atribuído
Título
"Arquivo Particular Comandante António Alemão de Cisneiros e Faria, 1879 - 1946"
Datas de produção
1879-06-09
a
1946-08-26
Dimensão e suporte
2 u.i; 0,26 metros lineares.
Extensões
1140 Folhas
3 Livros
18 Capilhas
Entidade detentora
Biblioteca Central de Marinha - Arquivo Histórico
Produtor
António Alemão de Cisneiros e Faria
História administrativa/biográfica/familiar
António Alemão de Cisneiros e Faria (1879–1946), natural da Freguesia de São Mamede do Concelho de Lisboa, Filho de António Alemão de Mendonça Cisneiros e Faria e de Maria Brito Loures Cisneiros,foi uma figura de proa da Marinha Portuguesa, cuja carreira sintetizou a transição da Armada para a modernidade técnica e científica do século XX. Oficial de prestígio, destacou-se não apenas pelo rigor militar, mas pela visão estratégica e competência logística. Entre as suas funções de maior relevo, destaca-se o comando do Navio-Escola Sagres (II) durante a década de 1930, onde desempenhou um papel pedagógico fundamental na formação de várias gerações de oficiais, incutindo-lhes os valores da disciplina e da precisão náutica em cruzeiros de instrução que elevaram o nome de Portugal além-fronteiras.A sua relevância histórica é indissociável da estreita amizade e colaboração técnica com o Almirante Gago Coutinho. Cisneiros de Faria foi um dos mais fervorosos apoiantes da Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em 1922. Atuando nos bastidores da administração e logística naval, foi uma peça-chave na coordenação do complexo dispositivo de apoio que sustentou a missão. A sua intervenção foi decisiva na gestão dos recursos e no posicionamento dos navios de suporte, como os cruzadores República e Carvalho Araújo, garantindo que a rede de salvamento e reabastecimento estivesse operacional perante os sucessivos percalços que obrigaram à utilização de três hidroaviões até à chegada triunfal do Santa Cruz ao Brasil.Ao longo da sua vida, a sua competência foi reconhecida com elevadas distinções, nomeadamente como Comendador da Ordem Militar de Cristo e a condecoração britânica de Honorary Commander of the Order of the British Empire. O legado de Cisneiros e Faria permanece como um exemplo de dedicação institucional, unindo a bravura dos marinheiros de carreira ao rigor científico que permitiu a Portugal alcançar alguns dos seus maiores feitos aeronáuticos e navais da era moderna.Gostarias que eu adaptasse o tamanho deste texto ou que desse mais ênfase aA amizade entre eles consolidou-se precisamente aqui: na confiança de que, se algo falhasse no ar, a rede naval montada por oficiais como Cisneiros e Faria estaria lá para os encontrar.
História custodial e arquivística
Documentação proveniente de um conjunto documental oferecido ao Arquivo Histórico da Marinha, pela Sra. Doutora Maria Matilde Pessoa de Magalhães Figueiredo de Sousa Franco e sua filha Doutora Inês Pessoa de Figueiredo Tamagnini de Sousa.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Através da assinatura do Protocolo de Doação à BCM - Arquivo Histórico de Marinha, celebrado no dia 26 de março do ano de 2026.
Âmbito e conteúdo
António Alemão de Cisneiros e Faria (1879–1946) foi uma figura de proa da Marinha Portuguesa, cuja carreira sintetizou a transição da Armada para a modernidade técnica e científica do século XX. Oficial de prestígio, destacou-se não apenas pelo rigor militar, mas pela visão estratégica e competência logística. Entre as suas funções de maior relevo, destaca-se o comando do Navio-Escola Sagres (II) durante a década de 1930, onde desempenhou um papel pedagógico fundamental na formação de várias gerações de oficiais, incutindo-lhes os valores da disciplina e da precisão náutica em cruzeiros de instrução que elevaram o nome de Portugal além-fronteiras.A sua relevância histórica é indissociável da estreita amizade e colaboração técnica com o Almirante Gago Coutinho. Cisneiros e Faria foi um dos mais fervorosos apoiantes da Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em 1922.
Assinaturas
Autografas
Ingressos adicionais
Fundo Fechado
Sistema de organização
Séries documentais, ao documento simples e respetiva ordem cronológica.
Idioma e escrita
Português, Inglês e Francês
Unidades de descrição relacionadas
"Visconde Sérgio de Sousa"Edição de Autor: Matilde Sousa FrancoISBN: 9789893558805; Ver páginas: 119;120;121.