BRIGUE-ESCUNA "FARO"
Informação não tratada arquivisticamente.
Nível de descrição
Secção
Código de referência
PT/BCM-AH/NA /036
Tipo de título
Atribuído
Título
BRIGUE-ESCUNA "FARO"
Datas de produção
1836
a
1844
Dimensão e suporte
14 u.i. (14 livros); papel.
Produtor
Brigue-escuna "Faro".
História administrativa/biográfica/familiar
Foi apresado em 1833. Armou com 6 peças e serviu de correio marítimo. Também aparece como escuna.As suas principais características eram: comprimento - 20.72 m, boca - 6.22 m, pontal - 3.96 m; lotação - 56 homens. Em 1833, foi apresado em Faro pela esquadra liberal do Almirante C. Napier e incorporado na sua força, fundeou em Lagos com a esquadra liberal e tomou parte no combate de 5 de Julho, contra a esquadra miguelista. Participou no bloqueio de Viana do Castelo e partiu para o Algarve a fim de bloquear os portos. Depois, largou para o Algarve e para as ilhas como correio marítimo. Em 1836, conduziu presos para o Algarve, saiu para os Açores a fim de assegurar a tranquilidade pública e cruzou no Algarve a fim de impedir o desembarque provável de miguelistas vindos de Itália. Em 1839, saiu a cruzar no Algarve a fim de evitar o desembarque clandestino. Desde 1840 até 1843 foi usado como correio marítimo para a Madeira e Cabo Verde. Em 1845, largou para Bissau e foi entregue à Guiné em 1846.Conservou-se no serviço da Guiné desde 1846 até 1856, data em que foi desmanchado por inútil.
História custodial e arquivística
Apesar da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar ter sido criada pelo Alvará de 28 de Julho de 1736, as origens do Arquivo remontam apenas ao ano de 1843, quando o Decreto de 15 de Fevereiro reorganiza a referida Secretaria de Estado, estabelecendo no seu art.º 11º, um arquivo a cargo de oficial ou amanuense. Porém, as reformas frequentes que, a partir do constitucionalismo remodelaram o Ministério, a incorporação de fundos na Biblioteca Nacional (1897), a desanexação do Ministério das Colónias levou a que a documentação de alguns dos fundos da Marinha tivesse ficado dispersa em diferentes organismos, nomeadamente no Arquivo Histórico Ultramarino (originalmente chamado Arquivo Histórico Colonial), e só na década de sessenta do século XX (após a criação do Arquivo Geral da Marinha), se conseguiu que parte dela voltasse à Marinha, onde foi incorporada no seu Arquivo Histórico.O Decreto-lei n.º 42840, de 10 de Fevereiro de 1960, o Arquivo Geral da Marinha, que substituiu o antigo Arquivo da Marinha. Pelo artigo 3º do referido Decreto-lei, o Arquivo Geral da Marinha é constituído por um Arquivo Central, um Arquivo Histórico, uma Biblioteca e uma secretaria, dispondo de um conselho administrativo. O Decreto-Lei n.º 49/93, de 26/02, aprova a nova Lei Orgânica da Marinha (LOMAR) e altera a estrutura existente. O Decreto Regulamentar nº 35/94, de 01/09 define as competências e Organização dos Órgãos da Marinha de Natureza Cultural, passa o Arquivo Central da Marinha para a dependência orgânica da Biblioteca Central da Marinha, incluindo um Arquivo Central e um Arquivo Histórico) e a Declaração de Retificação nº 213/94, de 30/11 (Marinha) retifica o Dec. Reg. Nº 35/94, extinguindo o Arquivo Geral da Marinha.Por sua vez, A Lei Orgânica da Marinha publicada em 2009 (Decreto-lei 233/2009, de 14 de Setembro) coloca o Arquivo Central na dependência da Superintendência dos Serviços de Tecnologias da Informação, com a denominação de Centro de Documentação, Informação e Arquivo Central da Marinha, continuando o Arquivo Histórico na dependência da Biblioteca Central da Marinha.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Transferência.
Âmbito e conteúdo
Constituido por documentação produzida pelo navio no cumprimento das suas missões, nomeadamente o: livro onde está registada a correspondência recebida a bordo do navio; Livro de Registo de Derrotas, livro em que os Guarda-marinhas, Aspirantes e Cadetes escrituram a navegação que, dia a dia, vão fazendo nas suas viagens de instrução; Livro de Registo de Quartos, livro onde são registados pelo Oficial de Quarto quaisquer elementos que interessem à navegação que vai decorrendo, tais como - rumos, milhas andadas por hora, condições de tempo, faróis, navios ou terra à vista, etc; Livro de Registo de Partes - Mapas do Estado Actual da Guarnição, onde consta os mapas do estado actual da guarnição que identifica o navio, o comandante, as classes de oficiais e o número de elementos por classe, o Corpo de Marinheiros e a respectiva situação: prontos, destacados, licenciados, ausentes, doentes e presos.
Ingressos adicionais
Fundo fechado.
Sistema de organização
Ordenação cronológica, por séries.
Condições de acesso
Acessível.
Condições de reprodução
Constantes no Regulamento Interno que prevê algumas restrições tendo em conta o tipo de documentos, o seu estado de conservação ou o fim a que se destina a reprodução.
Idioma e escrita
Português.
Instrumentos de pesquisa
Índices.
Unidades de descrição relacionadas
Documentação avulsa: caixa 475 ( documentação de 1833 a 1846 ).
Notas de publicação
Referência bibliográficaTrês Séculos no Mar, Dicionário da Linguagem de Marinha Antiga e Actual.